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Barnabé Discipula Paulo – O Valor de um Verdadeiro Encorajador

Imagem gerada por IA
Três anos após sua conversão, Paulo voltou à Jerusalém e tentou se aproximar dos cristãos (cf. n. Gl 1.17-18). Mas, por causa de sua fama de perseguidor cruel e suposto assassino, ninguém queria se arriscar — nem mesmo os apóstolos. Eles duvidavam de sua mudança e não o acolheram. Sem perceber, Saulo vivia uma crise: seus antigos amigos, os fariseus, agora eram seus inimigos; e os discípulos, que antes eram seus inimigos, não queriam recebê-lo. Isolado, ameaçado e rejeitado, o que lhe restava fazer?
Foi então que Barnabé entrou em cena (cf. ns. Ez 22.30; 2Tm 3.10-11). Com coragem, ele se aproximou de Saulo, ouviu sua história com atenção e se convenceu de que sua conversão era real. Que sensibilidade espiritual para perceber a transformação de Paulo! Barnabé ofereceu o que ninguém mais queria oferecer: escuta, amizade, amor e acolhimento (cf. med. Lc 1.39-45).
Barnabé não parou aí. Ele se arriscou mais uma vez. Como era amado e respeitado pelos apóstolos, decidiu levar Saulo até eles, mesmo sabendo que isso poderia abalar a confiança que tinham nele. Ainda assim, discerniu que o que podia ser ganho era maior do que aquilo que poderia perder. Por causa de sua intervenção, Saulo passou a conviver com os discípulos e a pregar com ousadia em nome do Senhor (At 9.28).
Como Barnabé, também precisamos de discernimento para perceber onde pessoas rejeitadas, marginalizadas ou desprezadas precisam de apoio e de alguém que acredite nelas (cf. ns. Pv 14.33; Mc 8.22-26; Lc 7.44; med. Is 55.8-11; Intro. 1Pe). Talvez estejam em crise, carreguem um passado difícil ou vivam sozinhas, sem amigos. Mas, se aprendermos a olhar como Jesus olha (cf. ns. 2Co 4.18; 5.7,16), poderemos abrir caminho para que alguém especial floresça. Um pouco de reconhecimento, legitimação e proteção pode gerar uma diferença inimaginável (cf. med. Jo 13.3-5).
(Bíblia de Estudo do Discipulado – texto adaptado e com grifos nossos.)
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